quinta-feira, 15 de maio de 2014

TEXTOS DE ABRIL (2): Paraíso Fiscal

Paraíso Fiscal
Letra: Miguel Cardina; Música e arranjo: Diabo a Sete
Intérprete: Diabo a Sete* com Carlos Guerreiro (ao vivo no Teatro da Luz, Lisboa)

Dez cabelos penteados
Não pagam imposto
A luva está mais barata
Do que o fogo posto

Sabe bem pagar tão pouco
O segredo é total
Tens na ilha uma morada
Virtual

No Paraíso Fiscal
O silêncio é d'ouro
As mobílias são de prata
E os jardins de couro

Anjos, deuses, capitais
Filhos de alguém especial
Somar zeros à direita
Não faz mal

No Paraíso Fiscal
A justiça é cega
As fronteiras apagadas
E o tempo escorrega

Sabe bem pagar tão pouco
O segredo é total
Tens na ilha uma morada
Virtual

Guarda, rico, o teu roubo
Franca liberdade
Virar isto do avesso
Seria maldade

Somos sombras invisíveis
Sem gravata p'ra apertar
Mas hoje a nossa tampa
Vai saltar

Dez cabelos penteados
Não pagam imposto
A luva está mais barata
Do que o fogo posto

Sabe bem pagar tão pouco
O segredo é total
Tens na ilha uma morada
Virtual

No Paraíso Fiscal
O silêncio é d'ouro
As mobílias são de prata
E os jardins de couro

Anjos, deuses, capitais
Filhos de alguém especial
Somar zeros à direita
Não faz mal